
Sobre mim
Me descobri tradutor antes de me descobrir fotógrafo. O que eu faço é pegar o que uma marca sente sobre si mesma, mas ainda não sabe dizer, e transformar isso em imagem. Em luz. Em algo que as pessoas absorvem antes de processar. Estratégia e estética como uma coisa só, não como etapas separadas de um projeto.
Mas ser tradutor criativo tem um custo que ninguém te avisa: você passa a enxergar o mundo assim o tempo todo. Vejo enquadramento numa conversa. Vejo narrativa num jantar. Vejo posicionamento numa roupa, numa escolha, num silêncio. Isso moldou a forma como me relaciono, como observo, como me comunico com as pessoas que importam pra mim. A vida pessoal e o trabalho nunca foram gavetas separadas. Sempre foram o mesmo olhar, em contextos diferentes.
Reflito sobre isso enquanto clico, cada imagem carrega esse peso. Não documento. Revelo o que pulsa por baixo. Sou artista visual em São Paulo, com técnica afiada pra capturar isso tudo. Imagens que constroem presença real, ligando o que se sente ao que se vê.